"O céu e a terra
pertencem-nos. Sim, eles pertencem-nos, nós possuímo-los, mas
interiormente. Por que é que eles haveriam de pertencer-nos
exteriormente, materialmente? Que faríamos nós com todos esses mares,
todas essas florestas, todas essas montanhas, todas essas estrelas?
Imaginai um homem muito rico que possui um parque cheio de tudo o que
existe de mais belo: flores, árvores, aves, fontes, jatos de água... Mas
os seus afazeres obrigam-no a correr mundo e ele passa o tempo nos
aviões ou em reuniões nos escritórios. Nunca tem tempo para passear no
seu parque e, se porventura o atravessa, está tão absorvido com os seus
negócios que nem vê nada. Mas eis que há um poeta que vem todos os dias
àquele parque: ele é muito pobre, mas sente-se imensamente feliz com o
canto das aves e das fontes, a cor e o perfume das flores, e escreve
poemas maravilhosos. Então, a quem pertence o parque? Ao poeta. E o
outro, o proprietário? Esse paga os impostos !"
"El cielo y la tierra
nos pertenecen. Sí, nos pertenecen, los poseemos, pero interiormente.
¿Por qué deberían pertenecernos exteriormente, materialmente? ¿Qué
haríamos de todos estos mares, estos bosques, estas montañas, estas
estrellas?
Imaginad un hombre muy rico que posee un parque lleno de todo lo que
existe de más bello: flores, árboles, pájaros, fuente, cascadas… Pero
sus negocios le obligan a recorrer el mundo, y pasa su tiempo en los
aviones o en reuniones en despachos. Nunca tiene tiempo de pasearse por
su parque, y si llega a atravesarlo, está tan absorbido por sus negocios
que no ve nada. Pero he ahí que un poeta viene cada día a este parque:
es muy pobre, pero encuentra toda su felicidad en el canto de los
pájaros y de las fuentes, el color y el perfume de las flores, y escribe
poemas maravillosos. Entonces, ¿a quién pertenece este parque? Al
poeta. ¿Y el otro, el propietario?... ¡paga los impuestos!"
"Heaven and earth
belong to us. Yes, they belong to us; we possess them, but inside us.
Why should they belong to us outside, materially? What would we do with
all those seas, forests, mountains and stars?
Imagine a very rich man who owns gardens full of all that is most
beautiful – flowers, trees, birds, springs, fountains… But business
requires him to race around the world, and he spends his time in planes
or in office meetings. He never has time to go for a walk in his
gardens, and if he does happen to walk through them, he is so absorbed
by his affairs he sees nothing. But there is a poet who comes there
every day. He is very poor, but he finds every happiness in the song of
the birds, in the fountains and in the colour and scent of the flowers,
and he writes wonderful poems. So, who do the gardens belong to? To the
poet. And what about the other man, the owner? He just pays the taxes!"
Omraam Mikaël Aïvanhov